Solluaar
"(...) Eu nunca vou entender porque a gente continua voltando pra casa querendo ser de alguém, ainda que a gente esteja um ao lado do outro. Eu nunca vou entender porque você é exatamente o que eu quero, eu sou exatamente o que você quer, mas as nossas exatidões não funcionam numa conta de mais." — Tati Bernardi







sobrevivo com a morte que há em mim

nevou:

A cada dia amontoamos mais e mais cicatrizes. Fazemos questão de transfundir lágrimas amargas vindo do fundo da alma, onde causa a solidão, nos fazendo ter as estrelas como companhia. Mas veja, meu bem. As estrelas fazem questão de me ver toda noite antes de dormir, escutam por horas meus…

Ela estava em guerra com tudo que um dia acreditou, com tudo que hoje seus olhos veem, de uma maneira assustadora como tudo mudou. E ela se olhava no espelho e via culpa em seus olhos. Uma culpa que não era dela. Mas ela era diferente, ela sentia a dor da gente. E quem é diferente sempre sofre. Ela não tinha mais amigos e sabia que não teria ninguém para lhe socorrer. E talvez por estar sozinha ela conseguisse ver o que ninguém mais podia. Como as lagrimas do céu, por cada vida roubada da vida de outros, em cada gota ela podia ver um nome, dos que se foram e dos que ficaram. Ela via o céu chorar e suas lagrimas se misturavam com as que do céu caiam, porque ela sabia como era doído dar o outro lado da face. Em cada grão de areia ela podia ver quem plantou espinhos e quem regou as flores. Ela entendia as dores, mas não entendia as guerras. Estar só tinha suas muitas vantagens, não precisava fingir sorrisos, cortejos ou bocejos. Tinha consigo um caderno, um lápis e seus devaneios. Ela fazia parte de um pitoresco e teatral mundo. O mundo dos loucos.

Devaneios de uma louca quase suicida. IV 1920

(via nevou)

Vômitos aculmulados

nevou:

Borboletas no estômago
Coração perfurado
Olhos cheios d’agua

Dan Maia

[…] Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna… ou melhor, não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “bom dia”, quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Fernando Pessoa   (via nevou)

Me leva com você
Na sua mochila
No seu bolso
No seu coração
Clichês     (via nevou)

Você nunca entendeu o meu jeito de ser não-sendo. Você se assustou e correu antes mesmo de ver a beleza do meu céu estrelado. Você não chegou nem ao menos a ver que mesmo sendo essa complicação desordenada eu me ordenaria por você e me simplificaria por nós. Sua precipitação é que me fez parecer assim tão complicada. Eu nem mesmo me despi para te mostrar a metáfora ambulante e o jardim caótico que sou. Você fugiu antes mesmo de me enxergar.
A Bailarina Desequilibrada   (via nevou)

No fim não há quem não decepcione você.
Charles Bukowski.    (via nevou)

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